domingo, 8 de julho de 2012

CERAMICA DE PINHAES

               A cerâmica Pinhaes iniciou suas atividades, em meados do ano de 1885, logo após a construção da ferrovia Curitiba-Paranaguá e da estação. Por volta de 1912, o Sr. Guilherme Weiss, que era filho de Gustav Adolf Weiss, padeiro, que chegou à Curitiba em 1872, natural de Oels na Silésia, Alemanha, casado com Clara Prohmann em Curitiba, comprou a fábrica da família Torres e deu início a um processo novo de dinamização da unidade fabril. O início das atividades fabris foi numa pequena propriedade rural em Pinhais, iniciando com uma modesta e primitiva olaria a vapor. Através de diversas viagens à Europa, procurou conhecer as técnicas da moderna produção de cerâmica, e importou máquinas e equipamentos e ampliou consideravelmente a capacidade de produção, juntamente com a chegada desses novos equipamentos, também foi necessário trazer mão-de-obra para dinamizar toda a fábrica. Foram construídas pequenas casas, formando assim uma espécie de Vila Operária, em torno da fábrica, dentre as primeiras famílias que vieram trabalhar a convite de Guilherme Weiss, foram as de Miguel Chalcoski, de José Kropzak e de Henrique Pontella, as quais já tinham exercido a atividade na olaria dos irmãos Hauer, na região da Vila Hauer em Curitiba, muitas destas famílias se fixaram definitivamente na região.
                  A partir de 1915, a “Cerâmica de Pinhaes”, se desenvolveu em contínuo crescimento, com a existência de barro argiloso nas quatro fazendas “bairro alto”, Vargem Grande”, “Varginha” e “Guarituba”. Com o aumento da produção construiu novos depósitos, novos fornos e um ramal ferroviário de mais de 20 km com quatro pequenas locomotivas de carga e muitos vagões para atender o fornecimento de argila e de lenha de queima.


                  A pequena vila começa a se formar em torno da fábrica, onde tinha certa infra-estrutura, havia hospital, escola e seguro de vida para os operários e dependentes, junto aos barracões foi construído também um armazém de “secos e molhados”, responsável pelo abastecimento de cereais e gêneros alimentícios, segundo consta este armazém era o único da região, que era de propriedade do Sr. Weiss, que trazia as mercadorias de Curitiba e região. No auge do funcionamento da Cerâmica, entre 1920 e 1960, o conjunto de casas dos trabalhadores, chegou a 300 aproximadamente, considerado expressivo para a época.
                  Em 1929, a produção chegou a 1.000.000 de unidades de telhas, ladrilhos e tijolos, indicando um aumento da produção de quase 70% em seis anos, mostrando o vigoroso crescimento da indústria na década, na fase da economia brasileira de substituição das importações que foram interrompidas ou dificultadas com a eclosão da Grande guerra de 1914 a 1918, na Europa. Era chegada a hora da indústria nacional!
                  Para o transporte dos produtos para Antonina, a fábrica utilizava 92 vagões e uma locomotiva grande de carreira e também possuía três espaçosos depósitos próximos do trapiche. A exportação desses produtos de primeira classe seguia especialmente para o Rio e demais estados em direção ao norte brasileiro. Na exposição internacional de 1922, no Rio de Janeiro, comemorativa ao Centenário da independência, a “Cerâmica Pinhaes”, recebeu o “Grande Prêmio” da comissão organizadora, pela alta qualidade de seus produtos.             
                  Demonstrando uma grande visão comercial, o Sr. Guilherme Weiss, estabeleceu entre 1918-1939, uma unidade monetária própria entre os moradores da vila, nos limites da área de domínio da Cerâmica, eram fichas de metal, que iam de 100 até 10.000 réis. Segundo relatos da época “O dinheiro valia só em Pinhais, mas se você fizesse economia com o dinheiro, fazia vale, passados trinta dias, ia à cidade e ele trocava, dava dinheiro, ou então, se economizasse as fichas dele, podia ter quantos milhões quisesse”.   
            Com o falecimento de Guilherme Weiss seu genro, Humberto Scarpa, assumiu a direção da Cerâmica, este fato pode explicar a ocorrência do carimbo de 1937, observável nas fichas, assim identificadas com a nova administração e que podem ter sido utilizadas pelo menos até 1942, quando o padrão Réis foi substituído pelo cruzeiro. A herança incluía, além da fábrica, as terras que se encontram na região de Pinhais. Scarpa conduziu os negócios da fábrica até a década de 1960, quando resolveu desativar os trabalhos da cerâmica e iniciou o processo de loteamento das terras, dando origem a vários bairros que hoje integram o município de Pinhais. O nosso amigo Antonio Tomaz, conta-nos a seguinte estória de Humberto Scarpa:
"Não conheci o Sr. Guilherme Weiss pessoalmente, mas muito de ouvir falar. As casas de Curitiba, mais de a metade são cobertas com telhas produzidas em sua Cerâmica.
Porém conheci o seu genro, o Sr. Umberto Scarppa. Era italiano e tinha uma comenda de lá. Comendador Umberto Scarppa. Umberto com "U" porque em italiano era e ainda é assim. Scarppa quer dizer literalmente sapato. O mais usado é "scarppe", por serem dois. Scarppe é o plural de scarpa. Scarppini, quer dizer sapatinhos.
O comendador Scarppa foi quem liquidou a cerâmica, loteou as terras e as vendeu. Era mais da metade do município atual de Pinhais. Na época, Pinhais era apenas distrito de Piraquara. O seu desmembramento só ocorreu em 1.990.
De uma feita estive na Imobiliária do Sr. Umberto. Ficava na Trav. Oliveira Bello 67, esquina com a Praça Zacarias. A tal imobiliária era só para gerenciar as vendas das aludidas terras. No mesmo escritório funcionava o Consulado Honorário da República de El Salvador. O Comendador Scarppa era o cônsul, claro. Conversamos um pouco e lá pelas tantas, bateu-me a curiosidade e perguntei-lhe se haviam muitos salvadorenhos em Curitiba. A resposta foi tão antológica que eu nunca esqueci e isso já está pra lá dos 40 anos: "- Parece que tem um dentista em Ponta Grossa..."
Era cônsul para um que "parecia" existir... "








 
 O PRESENTE ARTIGO DE MINHA AUTORIA FOI PUBLICADO NO BOLETIM Nº 50 - JULHO/2012 DA SOCIEDADE NUMISMÁTICA PARANAENSE.



terça-feira, 3 de julho de 2012

LEITOR PREMIADO DO MÊS DE JUNHO

Meu grande amigo ALDENIS FREITAS, ou Dênis como é mais conhecido, foi o leitor do livro "MEMÓRIAS DE UM TIGRE", premiado neste mês , por ter segundo as estatisticas, o maior número de acessos ao nosso BLOG no mês de junho/2012.


Dênis e sua família são naturais de Maceió - Alagoas, e adotam já álguns anos Piraquara como a sua terra natal. Me contou que a estória que mais gostou do livro foi a do Jogo de Futebol em Morretes. Como prêmio ganhou  um jantar, com direito a acompanhante na "Toca do Tigre", em data a ser agendada.
Ao Dênis e sua família, gostaria de desejar muita saúde paz e prosperidade, e agradecer o trabalho que tem feito incentivando, e divulgando o livro " MEMÓRIAS DE UM TIGRE", meu muito obrigado!!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

II - LITERATYBA - JURUÁ SEMEANDO LIVROS

No dia 26/06, foi realizado o II LITERATYBA – JURUÁ SEMEANDO LIVROS, o evento é patrocinado pelo BRDE – Banco Regional de desenvolvimento do Extremo-sul, e JURUÁ EDITORA, trata-se de um evento cultural visando o desenvolvimento humano a partir da democratização do saber. Esta edição do evento foi dedicado ao imortal escritor Túlio Vargas, semeador de livros e amigos.
Foi realizado no belíssimo e histórico, PALACETE DOS LEÕES, espaço cultural que é mantido pelo BRDE, localizado na Avenida João Gualberto, Nº 530 – alto da glória – Curitiba-Pr.
O evento propiciou uma oportunidade de interação direta entre leitores, autores, editora e sociedade, vários autores estavam presentes para autógrafos e bate-papos sobre suas obras.
Conheci pessoalmente, e tivemos um grande bate papo com o Sr. Anthony Leahy, editor da JURUÁ EDITORA, responsável pelo projeto SEMEANDO LIVROS, e também com Lui de Ferrant, editor do jornal Cult Curitibano.

terça-feira, 26 de junho de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO BIANCA

No dia 25/06, Bianca Bonarowski dos Santos, completou seus quinze anos. Leitora das mais dedicadas do Livro "Memórias de um Tigre", e minha sobrinha preferida, já me confidenciou que a estória que mais gostou foi a do Burrinho Pescador.
Gostaria desejar a ela, muita saúde paz e prosperidade, e que o nosso grande pai do universo, sempre a proteja em baixo de suas grandes asas, e que todos os seus desejos sejam alcançados neste dia.
FELIZ ANIVERSÁRIO BIANCA!!!!  UM GRANDE ABRAÇO PARA VOCÊ!!!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

LIVRARIAS CURITIBA - PARCERIA



Esta semana, firmamos contrato com o grupo LIVRARIAS CURITIBA, que tem lojas em Curitiba e na região sul do país. Que irão efetuar a venda e distribuição do livro MEMÓRIAS DE UM TIGRE para todo o estado do Paraná.

Em Curitiba o livro já está disponível nas seguintes lojas:
- Shopping Palladium - loja 2047
- Shopping Barigui - loja T17
- Shopping Muller - loja 76
- Shopping Estação - loja 1108
- Shopping Curitiba - loja 126
- Loja da Boca Maldita - Av. Luiz Xavier
- Loja Rebouças - Rua Marechal Floriano

 
Desde já agradecemos ao Grupo Livrarias Curitiba, pelo incentivo e confiança, a que nos foi depositada.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

REUNIÃO MENSAL - SOCIEDADE NUMISMÁTICA PARANAENSE

No sábado dia 02/06, participei da reunião mensal da SNP – Sociedade Numismática Paranaense, que fica localizada na Av. Luiz Xavier, 68 1º andar, centro, Curitiba-Pr. Num clima sempre bastante alegre e festivo, o assunto central é o colecionismo de moedas antigas, cédulas, fichas etc.
A sociedade possui por volta de 150 associados, não só do Paraná, mas como de outros estados, estavam por lá os amigos Antonio Tomaz, Rogério Bertapelli, João Abib, John Richter, entre outros.
Apresentei como curiosidade algumas cédulas do “The Hell bank”, que são usadas em cerimônias religiosas na China, Hong Kong,  e Japão. Essas cédulas são queimadas durante a cerimônia.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cédulas de 50 Reais roubadas - Casa da Moeda

O Fantástico mostrou a semana passada uma reportagem, de um lote de cédulas de 50 reais que foi “roubada” da Casa da Moeda há cerca de um ano atrás. Com isso, essas notas podem estar circulando no comércio, normalmente, em todo o Brasil.
Mas como saber se quando você tiver uma nota de cinqüenta reais, na mão é “roubada” ou não?
Basta olhar o número de série da sua nota de 50 reais.
Se ela estiver entre os números BA 27.787.201 até BA 27.787.300, ela é uma das notas que sumiram.

A reportagem afirma, de que se alguém estiver com uma nota destas cédulas não está cometendo nenhum crime, porque a nota não é falsificada, mas irá ajudar a polícia, pois irá comprovar que o dinheiro “desaparecido” realmente está circulando por aí. Existe uma expectativa entre os colecionadores para tentar encontrar tais cédulas, que no meio colecionista poderão atingir valores altos de catálogo.